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Archive for agosto \02\UTC 2008

PREPARAÇÃO DE UM MÉDIUM NA UMBANDA

 A primeira lição que o médium tem que aprender é a da lealdade e da honestidade. O médium que inicia seu caminho sem entender o que é ser honesto consigo mesmo e entidades já estará iniciando o caminho com os pés na lama.

Todo médium deve compreender que as entidades que lhe acompanham não são “gênios da lâmpada” e que o trabalho que vêm desenvolver está diretamente ligado à evolução espiritual deles e do próprio médium.

O respeito a todas as entidades é fator importante, mas a obediência cega, seja à entidade que for, é imperdoável (a não ser em casos que a entidade já deu provas de que é capaz de orientar adequadamente seus discípulos).

Não é aconselhável que no início do desenvolvimento do médium, se incorpore Exús e Bombogiras (ou pombagiras), pois é mais fácil a incorporação destas entidades pelo seu grau de evolução que geralmente é igual ou menor que a do próprio médium, deve-se dar muitas passagens aos guias mais evoluidos para não “começar com o pé esquerdo”.

O médium iniciante, e mesmo os não tão iniciantes assim, que já têm incorporações positivas mas que ainda não receberam ordem de trabalho devem ser sempre lembrados de que o trabalho mediúnico, longe da proteção da corrente de seu Terreiro deve ser evitado para sua própria segurança.

Depois de muito estudar, ter plenas incorporações positivas, estar consciente de que deve trilhar seu caminho na luz e na sabedoria, o médium (se for da vontade das entidades do mesmo) poderá “ser iniciado” de acordo com a raiz de cada terreiro (Umbanda Omolocô, Umbanda Esotérica, Umbandomblé, etc). Sendo que se for um terreiro somente de Umbanda, não deve ter em sua iniciação nada além de banhos, frutas, flores, sementes e nada, repito, nada de sangue ou animais, raspagem ou catulagem.

Na Umbanda não se incorpora Orixás somente seus falangeiros (caboclos, pretos velhos, crianças) e outras entidades que se apresentam como marinheiros, exus, ciganos, boiadeiros, baianos, malandros…

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ORIXÁS

 

OS ORIXÁS

Os Orixás são divindades protetoras nascidas da energia primordial da criação dos elementos que compõem o Universo – fogo, água, ar e terra. São energias vivas que residem e se manifestam através da natureza, atuando no destino de todos nós, trazendo influências benéficas e ajudando na evolução espiritual da humanidade.

A palavra de origem yorubana Orisà (significa ori: cabeça, consciência e sà: força, escolha, energia), significa “Guardião da cabeça”, “Força da Consciência”, “Energia da cabeça” e assim por diante.

Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em forma humana.

Os Orixás são conhecidos em outras partes do mundo como “Ministros” ou “Devas”, espíritos de alta vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que suas Leis sejam cumpridas constantemente.

Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.

Quando nossa personalidade começa a ser definida, uma das energias elementais predomina, e é a que vai definir, de alguma forma nosso “arquétipo”.

Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mãe de Cabeça”, ou o nome esotérico “Eledá”. Junto a essa energia predominante duas outras se colocam como secundárias, que denominamos de “Juntós”, corruptela de “Adjuntó”, palavra latina que significa auxiliar, ou ainda, chamamos de “Ossi” e “Otum”, respectivamente na sua ordem de influência.

Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium.

Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois Orixás. Frequentemente recebemos influências de outros Orixás. O fato de recebermos influências de outros Orixás, não quer dizer que somos filhos ou afilhados desses Orixás, trata-se apenas de uma afinidade espiritual.

No Brasil são cultuados 16 Orixás: Oxalá, Yemanjá, Xangô, Oxum, Ogum, Iansã, Nanã, Oxóssi, Oxumarê, Ewá, Obá, Ossãe, Exu, Logun Edé, Ibejis, Omulu. Mas em algumas casas encontramos também: Iroko, Tempo, Ifá e Orumilá.

Nos casos de pessoas que não são submetidas ao fenômeno de incorporação do Orixá, observa-se a superioridade hierárquica do Iporí (Essência Divina que, individualiza e desprendida de sua origem, habita cada um de nós) em relação aos Orixás que, nos casos específicos de Ogans e Ekéjis, não permite que o Orixá, mesmo em se tratando de Olorí (Dono da Cabeça) do indivíduo, se aposse ou se manifeste nestas cabeças, o que implica em obliteração parcial ou momentânea de sua presença.

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