Feeds:
Posts
Comentários

PREPARAÇÃO DE UM MÉDIUM NA UMBANDA

 A primeira lição que o médium tem que aprender é a da lealdade e da honestidade. O médium que inicia seu caminho sem entender o que é ser honesto consigo mesmo e entidades já estará iniciando o caminho com os pés na lama.

Todo médium deve compreender que as entidades que lhe acompanham não são “gênios da lâmpada” e que o trabalho que vêm desenvolver está diretamente ligado à evolução espiritual deles e do próprio médium.

O respeito a todas as entidades é fator importante, mas a obediência cega, seja à entidade que for, é imperdoável (a não ser em casos que a entidade já deu provas de que é capaz de orientar adequadamente seus discípulos).

Não é aconselhável que no início do desenvolvimento do médium, se incorpore Exús e Bombogiras (ou pombagiras), pois é mais fácil a incorporação destas entidades pelo seu grau de evolução que geralmente é igual ou menor que a do próprio médium, deve-se dar muitas passagens aos guias mais evoluidos para não “começar com o pé esquerdo”.

O médium iniciante, e mesmo os não tão iniciantes assim, que já têm incorporações positivas mas que ainda não receberam ordem de trabalho devem ser sempre lembrados de que o trabalho mediúnico, longe da proteção da corrente de seu Terreiro deve ser evitado para sua própria segurança.

Depois de muito estudar, ter plenas incorporações positivas, estar consciente de que deve trilhar seu caminho na luz e na sabedoria, o médium (se for da vontade das entidades do mesmo) poderá “ser iniciado” de acordo com a raiz de cada terreiro (Umbanda Omolocô, Umbanda Esotérica, Umbandomblé, etc). Sendo que se for um terreiro somente de Umbanda, não deve ter em sua iniciação nada além de banhos, frutas, flores, sementes e nada, repito, nada de sangue ou animais, raspagem ou catulagem.

Na Umbanda não se incorpora Orixás somente seus falangeiros (caboclos, pretos velhos, crianças) e outras entidades que se apresentam como marinheiros, exus, ciganos, boiadeiros, baianos, malandros…

Anúncios

ORIXÁS

 

OS ORIXÁS

Os Orixás são divindades protetoras nascidas da energia primordial da criação dos elementos que compõem o Universo – fogo, água, ar e terra. São energias vivas que residem e se manifestam através da natureza, atuando no destino de todos nós, trazendo influências benéficas e ajudando na evolução espiritual da humanidade.

A palavra de origem yorubana Orisà (significa ori: cabeça, consciência e sà: força, escolha, energia), significa “Guardião da cabeça”, “Força da Consciência”, “Energia da cabeça” e assim por diante.

Dentro da cultura do Candomblé, o Orixá é considerado a existência de uma “vida passada na Terra”, na qual os Orixás teriam entrado em contato direto com os seres humanos, aos quais passaram ensinamentos diretos e se mostraram em forma humana.

Os Orixás são conhecidos em outras partes do mundo como “Ministros” ou “Devas”, espíritos de alta vibração evolutiva que cooperam diretamente com Deus, fazendo com que suas Leis sejam cumpridas constantemente.

Além dos espíritos amigos que se empenham em nossa vigilância e auxílio morais, contamos com um espírito da natureza, um Orixá pessoal que cuida do equilíbrio energético, físico e emocional de nossos corpos físicos.

Quando nossa personalidade começa a ser definida, uma das energias elementais predomina, e é a que vai definir, de alguma forma nosso “arquétipo”.

Ao Regente dessa energia predominante, definida no nosso nascimento, denominamos de nosso Orixá pessoal, “Chefe de Cabeça”, “Pai ou Mãe de Cabeça”, ou o nome esotérico “Eledá”. Junto a essa energia predominante duas outras se colocam como secundárias, que denominamos de “Juntós”, corruptela de “Adjuntó”, palavra latina que significa auxiliar, ou ainda, chamamos de “Ossi” e “Otum”, respectivamente na sua ordem de influência.

Eledá, Ossi e Otum formam a Tríade do Coronário do médium.

Os filhos de fé não recebem influências apenas de um ou dois Orixás. Frequentemente recebemos influências de outros Orixás. O fato de recebermos influências de outros Orixás, não quer dizer que somos filhos ou afilhados desses Orixás, trata-se apenas de uma afinidade espiritual.

No Brasil são cultuados 16 Orixás: Oxalá, Yemanjá, Xangô, Oxum, Ogum, Iansã, Nanã, Oxóssi, Oxumarê, Ewá, Obá, Ossãe, Exu, Logun Edé, Ibejis, Omulu. Mas em algumas casas encontramos também: Iroko, Tempo, Ifá e Orumilá.

Nos casos de pessoas que não são submetidas ao fenômeno de incorporação do Orixá, observa-se a superioridade hierárquica do Iporí (Essência Divina que, individualiza e desprendida de sua origem, habita cada um de nós) em relação aos Orixás que, nos casos específicos de Ogans e Ekéjis, não permite que o Orixá, mesmo em se tratando de Olorí (Dono da Cabeça) do indivíduo, se aposse ou se manifeste nestas cabeças, o que implica em obliteração parcial ou momentânea de sua presença.

MÉDUINS

OS MÉDIUNS

Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium.

Os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.

As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos, a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis, a dos médiuns audientes, a dos médiuns videntes, a dos médiuns sonambúlicos, a dos médiuns curadores, a dos médiuns pneumatógrafos, a dos escreventes, ou psicógrafos.

Classificação dos médiuns segundo o desenvolvimento da faculdade mediúnica:

Médiuns novatos: aqueles cujas faculdades ainda não estão completamente desenvolvidas.

Médiuns improdutivos: os que não chegam a obter mais do que coisas insignificantes.

Médiuns feitos ou formados: aqueles cujas faculdades mediúnicas estão completamente desenvolvidas.

Médiuns lacônicos: aqueles cujas comunicações, embora recebidas com facilidade, são breves e sem desenvolvimento.

Médiuns explícitos: as comunicações que recebem têm toda a amplitude e toda extensão que se podem esperar de um escritor consumado.

A facilidade de execução dos médiuns é uma questão de hábito e que muitas vezes se adquire em pouco tempo.

A experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos espíritos que se manifestam, para lhes apreciar as qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos espíritos zombeteiros que se acobertam com as aparências da verdade.

O mal é que muitos médiuns confundem a experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto da organização física. Julgam-se mestres porque “recebem” meia dúzia de entidades e acabam se entregando a quaisquer espíritos sem as devidas precauções.

Estes, geralmente terminam sós, sem o dinheiro que tanto valorizaram e ainda destruídos emocional e espiritualmente.

Portanto, médiuns que conseguem contato de qualquer forma com os espíritos, tem por obrigação uma lapidação minuciosa de suas faculdades, um estudo aprimorado sobre o caminho (religião) que desejam seguir, e só então, “formados” devem caminhar com suas próprias pernas rumo a paz e ao amor.

CANDOMBLÉ

O CANDOMBLÉ

 O candomblé, é a forma de culto existente no Brasil, das divindades de origem africana.

A forma original, trazida há mais de quatrocentos anos pelos escravos negros, submetida a um processo de aculturação, resultou num modelo novo, muito diferente daquela da qual provém e que serve hoje, tão somente, como ponto de referência, de acordo com a reformulação ou total rejeição de muitos de seus elementos.

Esse fenômeno pode ser observado também em países da América Latina, onde os cultos de origem africana recebem nomes diferentes, como: Vudú, Palo Mayombe, Santeria, etc., variando de um país para ou de uma região para outra, da mesma forma que, no Brasil, podemos encontrar diferentes práticas que variam de região para região, como: Tambor de Mina no Maranhão, Batuque e Babaçuê no Pará, Toré e Catimbó em toda a região nordeste, Pajelança no norte do país, Xangô em Pernambuco, Macumba no Rio de Janeiro e São Paulo, Pará em Porto Alegre, Candomblé na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro, e Umbanda, existente em todo o Território Nacional.

Os cultos, embora tenham uma origem comum, não são homogêneos, possuindo diferentes procedimentos litúrgicos, o que não se verifica somente de região para região, mas também de terreiro para terreiro, muito embora restem sempre vários elementos comuns a todos os grupos praticantes.

 A ausência de um culto direcionado a um Deus único e Todo-Poderoso, paralelamente ao culto festivo às entidades intermediárias, (Orixás, Voduns ou Inkisis), fez com que Nina Rodrigues escrevesse: “A concepção dos Orixás é francamente politeísta, constitui uma verdadeira mitologia, ao mesmo tempo que sua representação material continua sendo inteiramente fetichista”.

Vários outros autores viriam, posteriormente corrigir tal afirmação, dizendo existir, na cultura religiosa dos negros Yorubanos, Fons e das diversas nações do Sul da Àfrica, um Deus único, Criador de Todas as coisas, Onisciente e Onipresente.

 Este Deus, a que denominam “Olorun”, “Olodumaré” ou “Olofin”, é o Ser que controla o universo e todas as coisas, por intermédio de vários agentes denominados coletivamente “Orixás”. Dessa forma pode-se distinguir o monoteísmo como base desse tipo de prática religiosa.

O Candomblé engloba os sistemas religiosos primitivos, definidos pela ausência de qualquer tradição escrita, mas onde os rituais proliferam com muito mais constância.

Mas aí vem a pergunta: Será o Candomblé uma religião de fato?

As religiões pressupõem sistemas de crença, prática e organização, que estabelecem uma ética manifestada no comportamento de seus seguidores no que concerne ao procedimento ritualístico.

Estes rituais compreendem diferentes propostas, como súplicas, adoração ou tentativa de controle sobre os acontecimentos, o que conduz então, à prática da magia ou da feitiçaria. É o próprio ritual que pode estabelecer um código de comportamento, através do qual os adeptos poderão se organizar.

A organização religiosa através de diferenciação interna, atribui tarefas religiosas aos crentes.

Tudo isso exige, para que possa se efetivar a existência de uma liderança centralizada numa autoridade sacerdotal. A autoridade representada é que irá estabelecer a padronagem de ritual, o reconhecimento de nossos adeptos, a organização de novos sacerdotes…

A partir da organização, do estabelecimento de liderança universalmente aceita e reconhecida, da uniformização ritualística e da codificação de éticas comportamentais e procedimentais, o Candomblé poderá então atingir o status de religião, na medida em que possui milhares de seguidores e adeptos, em sua maioria atrelados a falsos líderes que não possuem as verdadeiras atribuições que distinguem os legítimos sacerdotes, devendo-se ressaltar que, o processo iniciático é insuficiente para habilitar o indivíduo no exercício do cargo sacerdotal de hierarquia máxima.

A habilitação ao referido cargo não pressupõe simplesmente que o candidato seja iniciado. É necessário e indispensável que haja para isso, uma determinação dos próprios Orixás, o que só pode ser constatado através da consulta ao Oráculo de Ifá.

Portanto, independente dos padrões do Candomblé estarem ou não encaixados em uma religião, se fosse perguntado aos seus seguidores se eles consideram o Candomblé uma religião, provavelmente suas respostas seriam afirmativas, e é isso o que importa…

UMBANDA

A UMBANDA

As raízes da Umbanda são muito difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos), é muito comum.

Na verdade a Umbanda é bela exatamente pelo fato de ser mista como os brasileiros, por isso é uma religião totalmente brasileira.

A Umbanda possui uma Trilogia Cármica fromada pela junção de espíritos infantis, dos negros e dos índios, que trabalham para reconduzir os algozes de outrora ao caminho de Deus.

A Igreja Católica, preocupada com a expansão de seu domínio religioso, investiu covardemente para eliminar as religiosidades negras e índias.

A necessidade de preservar a cultura e a religiosidade, fez com que os negros associassem as imagens dos santos católicos aos seus Orixás, como forma de burlar a opressão religiosa sofrida naquela época.

Os “Senhores da Luz” (Orixás), atentos ao cenário existente, por ordens diretas do Cristo Planetário (Jesus) estruturaram aquela que seria uma Corrente Astral aberta a todos os espíritos de boa vontade, que quisessem praticar a caridade, independentemente das origens terrenas de suas encarnações, e que pudessem dar um freio ao radicalismo religioso existente no Brasil.

Surge então a Umbanda!

Ao contrário do Candomblé, a Umbanda possui grande flexibilidade ritual e doutrinária, o que a torna capaz de adotar novos elementos.

Os seguidores da Umbanda verdadeira só praticam rituais de magia branca, ou seja, aqueles feitos para melhorar a vida de determinada pessoa e nunca para prejudicar quem quer que seja.

Os espíritos da Quimbanda (Exus) podem, no entanto, ser invocados para a prática do bem, contanto que isso seja feito sem que se tenha que dar presentes ou dinheiro ao médium que os recebe, pois o objetivo verdadeiro do médium é tão somente a prática da caridade.

Como já foi dito, a origem da Umbanda é meio difusa, mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda através do Caboclo das Sete Encruzilhadas, porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos,crianças, exus,etc.) é bem anterior a Zélio.

ASPECTOS DOMINANTES DO MOVIMENTO UMBANDISTA:

Vestes, em geral brancas.

– Altar com imagens católicas, caboclos, pretos velhos.

– Finalidade de cura material e espiritual.

– Magia Branca.

– Batiza, Consagra e Casa.